Reserva de emergência: como guardar e onde investir a sua?

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08 de agosto de 2021

Atualizado: 08 de agosto de 2021 8 min de leitura
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Ao planejar sua vida financeira, é muito importante garantir que você e sua família tenham um dinheiro guardado para o caso de imprevistos. É aí que a reserva de emergência pode fazer a diferença. Ela serve para situações inesperadas, como demissões, gastos com saúde e outros. 

Neste artigo, vamos mostrar qual é o valor ideal para a reserva de emergência, como você pode juntá-la e onde deve aplicá-la para que esse dinheiro siga rendendo enquanto você não precisar dele. 

O que é reserva de emergência?

A reserva de emergência é uma quantia que você acumula ao longo do tempo para bancar suas despesas em momentos de maior aperto nas contas, ou caso você perca de repente uma parte grande da sua renda mensal. 

Imagine alguém que acabou de ser demitido ou teve algum gasto muito alto e inesperado? Uma reserva financeira sólida e de fácil acesso permite suprir todas as suas necessidades básicas nessas situações, garantindo seu sustento por meses.

Vale lembrar que essa reserva não deve ser gasta por impulso - por exemplo, para pagar uma viagem ou uma festa de formatura. Para essas despesas, você precisa fazer uma economia adicional, ou então pegar um empréstimo. A reserva de emergência deve ser mantida separada também das despesas fixas. Ao mesmo tempo, ela precisa ter liquidez imediata - ou seja, ser retirada de uma aplicação assim que for necessário.

Para que serve a reserva de emergência?

A reserva de emergência serve para que você atravesse situações inesperadas. Representa precaução. Formá-la é o primeiro passo para você começar a ter uma vida financeira equilibrada. 

Com esse “colchão”, você garante que vai viver sem problemas em qualquer cenário de instabilidade a curto ou médio prazo - demissão inesperada, doença na família, conserto de carro e outros fatores. O mais importante é garantir tranquilidade e evitar contrair dívidas se a situação apertar. 

Segundo dados da 3ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), 62% dos brasileiros não economizaram em 2019 e acabaram entrando na crise causada pela pandemia de Covid-19 sem uma reserva de emergência. Se você tem condições de montar sua reserva, que tal fazer isso para evitar riscos?

Como fazer uma reserva de emergência?

Guardando pouco a pouco e economizando, você consegue juntar dinheiro para comprar um carro, pagar um curso mais longo ou aquela tão sonhada viagem de férias, não é? Você tem como fazer uma reserva de emergência seguindo esse mesmo raciocínio. A diferença é que a quantia guardada só deve ser usada em casos de necessidade real.

Vale repensar o orçamento, revisando todos os seus gastos, dos essenciais aos supérfluos. Assim, você consegue ter uma ideia do que é ou não necessário. Faça uma planilha e estabeleça metas, por exemplo. Pense se é possível parar de parcelar gastos, frequentar restaurantes e pedir deliveries com menor frequência e rever gastos com serviços diversos.

Uma dica, por exemplo, é programar uma transferência automática para onde a sua reserva estiver guardada, separando sempre o dinheiro do mês, sem risco de esquecer e gastá-lo. Só pare quando atingir o valor ideal para a sua reserva de emergência (o que vai sustentar sua família por alguns meses). 

Qual o valor ideal para reserva de emergência? 

O valor ideal para uma reserva de emergência varia, mas parte de um ponto comum: segurar as suas despesas a curto ou médio prazo. Alguns especialistas indicam que se você juntar o equivalente a três meses dos seus gastos, já estará bem amparado. Outros recomendam uma reserva que dure até mesmo um ano. No meio termo entre essas opiniões, indicamos que você separe uma reserva para seis meses de despesas.

Ou seja: se seus gastos mensais são de R$ 3 mil, você deve multiplicar esse valor por seis, chegando a R$18 mil. Por isso também é tão importante definir quais são os gastos essenciais para a sua família. 

Para saber quanto você precisa ter em reserva de emergência, vale pensar em algumas questões:

  • Regime de trabalho. Quanto mais imprevisível for sua fonte de renda, mais você deve guardar. Funcionários públicos devem se preocupar menos que trabalhadores contratados pela CLT, que por sua vez estão menos expostos aos riscos que os autônomos. 
  • Área de atuação. Se a sua profissão tem recolocação mais lenta em caso de demissão, é interessante se planejar para montar rápido uma reserva mais robusta.
  • Compromissos já assumidos: se você paga aluguel, parcelas de  financiamentos e tem gastos fixos com educação, é importante acrescentar uma quantia extra para sua reserva permitir alguma liberdade a mais nos gastos.

Onde investir sua reserva de emergência?

Existem várias opções de onde você pode deixar sua reserva de emergência. Mas a lógica principal é que esse dinheiro precisa estar rapidamente acessível (o que chamamos de ter alta liquidez) e investido com baixíssimo risco. A reserva de emergência não pode ficar submetida aos altos e baixos do mercado de ações, por exemplo. 

Ao mesmo tempo, você não deve “deixar o dinheiro embaixo do colchão”. Lembre-se que a inflação vai acabar desvalorizando essa quantia ao longo do tempo. Por isso, os melhores lugares para aplicar a sua reserva de emergência são:

  • Contas digitais de bancos que rendem de forma mais atrativa que a caderneta de poupança - como 100% do CDI (a taxa de juros cobrada nos empréstimos interbancários) ou até mais;
  • CDBs (certificados de depósito bancário) com liquidez diária, que geralmente pagam em torno do valor do CDI e permitem que você pegue o dinheiro de volta a qualquer hora;
  • Fundos DI, que são fundos de investimento seguros com rendimento equivalente ao CDI;
  • Tesouro Selic, o título do Tesouro Direto que paga um pouco acima do valor da taxa básica de juros (a Selic);
  • Poupança: muito popular entre os brasileiros, rende 70% do valor da Taxa Selic (ou 0,5% ao mês somada à Taxa Referencial, se a Selic for maior que 8,5% ao ano).   A poupança perde em rentabilidade para as outras opções disponíveis, mas é de fácil aplicação e saque. 
Vídeo da InfoMoney explica como começar  a montar uma reserva de emergência. 

Onde deixar sua reserva de emergência para render mais?

Como mencionamos, é fundamental priorizar a segurança e a liquidez ao escolher onde aplicar sua reserva de emergência. A ideia principal é não deixar que essa quantia seja corroída pela inflação. 

Aqui, seu objetivo não é ter uma grande rentabilidade e multiplicar seu patrimônio. Também não se deve investir em um título que vá durar muitos anos com taxas mais atrativas. O risco é de você precisar do dinheiro e não poder ter acesso a ele. 

Atualmente, as contas digitais, os CDBs de liquidez diária e os fundos DI se destacam como opções de onde deixar a sua reserva de emergência para render um pouquinho mais. Analise o que vale mais a pena para você. Se ainda está se decidindo onde investir a reserva de emergência, em último caso, pode guardar por um tempo na poupança até ter uma escolha definida. 

Garantir um patrimônio seguro é o primeiro passo para voos maiores

Ter um dinheiro guardado para imprevistos pode ser um primeiro passo rumo a novas conquistas, como a compra de uma casa nova. Com essa reserva, fica mais fácil planejar um financiamento, por exemplo, sem correr tantos riscos.

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Além disso, se precisar de um financiamento, uma equipe especializada também vai te ajudar a escolher o banco que oferece as melhores condições de crédito para o seu perfil, e ainda tratar de toda a burocracia diretamente com o banco. Você nem precisará se preocupar com a papelada. A melhor notícia é que essa assistência é gratuita

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Especialista de SEO e conteúdo com mais de uma década de experiência em agências de publicidade, mercado financeiro e decoração. Já trabalhou com grandes marcas como Itaú e Banco Pan, além de ter sido empreendedor. Possui MBA em Marketing pela FGV e pós em Gestão de Produtos Digitais pela BBI Chicago.

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