Balneário Gaivota emerge como novo polo imobiliário de alto padrão em Santa Catarina. Direcional registra lucro recorde de R$ 183,7 mi no segundo trimestre. Aluguel em BH desacelera, mas acumulado de 12 meses é mais que o dobro da inflação.
- Balneário Gaivota emerge como novo polo imobiliário de alto padrão em Santa Catarina
- Direcional registra lucro recorde de R$ 183,7 mi no 2º trimestre
- Aluguel em BH desacelera, mas acumulado de 12 meses supera em dobro a inflação
- Mês do corretor de imóveis: número de profissionais cresce no país em meio aos desafios da carreira
Balneário Gaivota emerge como novo polo imobiliário de alto padrão em Santa Catarina
No Sul de Santa Catarina, longe do boom imobiliário dos últimos anos que agitou o estado, Balneário Gaivota tem atraído investidores em imóvei de alto padrão. O município fica na divisa com o Rio Grande do Sul, há 25 minutos da cidade de Torres, onde o metro quadrado atinge R$ 17.931, segundo a Brain Inteligência Estratégica.
A cidade de Balneário Gaivota registrou crescimento populacional de 90% entre 2010 e 2022, saltando de 8.324 para 15.669 habitantes, ficando entre os 10 municípios que mais cresceram no Brasil, segundo o IBGE.
Estudos de mercado indicam valorização anual média de 25% nos imóveis locais. Para se ter uma ideia da escalada na valorização local, uma propriedade à beira-mar, negociada por R$ 160 mil em 2017, hoje vale mais de R$ 2 milhões, ou seja, uma valorização superior a 1150%.
Empreendimentos verticais de alto padrão frente ao mar podem registrar valorização de até 40% ao ano, segundo imobiliárias e especialistas do setor.
Segundo imobiliárias locais, a combinação entre tranquilidade, natureza preservada e crescimento urbano ordenado atrai investidores. Residenciais com arquitetura imponente começam a transformar a orla, oferecendo preços ainda acessíveis comparados a destinos consolidados.
Segundo imobiliárias locais, a valorização nestes casos pode chegar a 40% ao ano. Com preços ainda acessíveis, essas construções viraram o foco de investidores atentos ao potencial de médio e longo prazo, de olho no pico de valorização futura.
Fonte: nsc total
Direcional registra lucro recorde de R$ 183,7 mi no 2º trimestre
A Direcional reportou lucro líquido de R$ 183,7 milhões no segundo trimestre, crescimento de 25,7% na comparação anual, em linha com as expectativas do mercado. O resultado foi o mais alto para um trimestre já alcançado pela empresa.
A receita líquida atingiu R$ 1,07 bilhão, alta de 26% ano a ano, marcando o primeiro trimestre da Direcional com receita superior a R$ 1 bilhão. A margem bruta ajustada ficou em 41,7%, ante 37,8% no mesmo período de 2024.
A geração de caixa foi de R$ 395 milhões, impulsionada pela entrada de R$ 251 milhões referentes à venda de ações da Riva – incorporadora criada para operar num segmento um pouco acima do Minha Casa, Minha Vida – para a gestora Riza, que chegou a 9,98% de participação no capital da subsidiária.
Segundo a empresa, a parceria com a Riza fortalece a estrutura da Riva para atuar na média renda, que agora se beneficia com a nova faixa do Minha Casa, Minha Vida (para famílias que ganham até R$ 12 mil) e acabou incluindo o público que já era atendido pela subsidiária.
Os lançamentos da companhia totalizaram R$ 1,9 bilhão no trimestre, expansão de 39,9% na base anual. No acumulado do semestre, os lançamentos atingiram R$ 2,8 bilhões, crescimento de 24% frente ao primeiro semestre de 2024, com 62% sob a marca Direcional e 38% sob a marca Riva.
Fontes: Exame e Money Times
Aluguel em BH desacelera, mas acumulado de 12 meses supera em dobro a inflação
Belo Horizonte registrou alta acumulada de 12,56% no preço do aluguel em 12 meses até julho, o menor patamar desde maio de 2024, segundo o Índice de Aluguel QuintoAndar Imovelweb. Mesmo com a desaceleração, o índice representa mais que o dobro da inflação no período, que ficou em 5,3% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15).
O preço médio do metro quadrado na capital atingiu R$ 41,49 em julho, alta de 0,49% em relação ao mês anterior. A desaceleração reflete junho, quando BH teve a primeira queda mensal no preço do aluguel em 30 meses.
“É um bom sinal para inquilinos que buscam novas opções de moradia, já que a redução do ritmo de crescimento tende a tornar o mercado de aluguel menos volátil”, afirmou Thiago Reis, gerente de Dados do Grupo QuintoAndar.
A taxa média de desconto nos contratos fechados em julho foi de 2,4%, aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior, um reflexo do espaço maior para negociação no mercado.
O Índice de Aluguel QuintoAndar Imovelweb considera variáveis como tamanho do imóvel, número de vagas de garagem e acessibilidade a escolas para calcular os preços.
Fonte: Hoje em Dia
Mês do corretor de imóveis: número de profissionais cresce no país em meio aos desafios da carreira
Agosto marca o mês dedicado ao corretor de imóveis, profissão estratégica para o mercado imobiliário e que registra crescimento no Brasil. Segundo o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI), o país conta com 650 mil corretores e 74 mil imobiliárias registradas em 2025, crescimento de 3,1% e 5,5%, respectivamente, em relação ao ano anterior.
No Paraná os números não param de subir: são 32.856 corretores e 5.502 imobiliárias com registro ativo no Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (CRECI-PR). O aumento revela um mercado em expansão e mais profissionalizado, em resposta à alta demanda por serviços especializados.
“A qualificação é o diferencial do corretor de imóveis no cenário atual. O mercado está cada vez mais exigente e tecnológico”, explica João Teodoro da Silva, presidente do COFECI.
Em tempos de alta dos juros e incertezas econômicas, a busca por imóveis para locação cresceu em diversas capitais, tornando o corretor ainda mais essencial na mediação entre inquilinos e proprietários. Este profissional também desempenha papel decisivo na orientação do cliente sobre custo-benefício de investimentos, sobretudo em imóveis comerciais, no modelo built to suit, usados ou com potencial de retrofit.
“O corretor de imóveis é uma figura central em negociações imobiliárias seguras, passando informações corretas e transparentes”, complementa Carlos Eduardo Canto, presidente da Confraria Imobiliária de Curitiba.
Os especialistas destacam que, num mercado cada vez mais ágil e competitivo, a atuação do corretor exige hoje mais que habilidade de negociação, também conhecimento jurídico e domínio sobre o mercado local. Profissionais habilitados e bem formados são essenciais para evitar fraudes nas transações.
A transformação digital também exige rápida adaptação da categoria, com profissionais incorporando ferramentas de tour virtual, contratos digitais e inteligência de mercado para atender a um consumidor cada vez mais informado. “Estamos em constante atualização, como um mercado conectado exige”, acrescenta Canto.
Fonte: Diário Indústria & Comércio
