As cinco empresas mais valiosas do mercado imobiliário. Incorporadoras focadas em baixa renda se destacam em 2023, mas ações caem. Preço de imóvel anunciado em SP está 2,75% acima do valor real, aponta Índice EXAME-Loft.
- Setor imobiliário cresce 64 por cento em 2023, com destaque para Cyrela e MRV
- Incorporadoras que atendem baixa renda se destacaram em 2023, mas ações caíram
- Preço de imóvel anunciado em SP está 2,75 por cento acima do valor real, aponta Índice EXAME-Loft
- Aluguéis no Brasil sobem 16,16 por cento em 2023, quatro vezes mais que a inflação
Setor imobiliário cresce 64 por cento em 2023, com destaque para Cyrela e MRV
O mercado imobiliário registrou avanço importante em 2023, com as empresas do setor acumulando um crescimento de 64% em valor de mercado, atingindo a marca de R$ 45,7 bilhões, segundo a consultoria Elos Ayta a pedido do Estadão. No ranking das empresas mais valiosas, Cyrela e MRV ocuparam o primeiro e segundo lugar, respectivamente.
A Vivaz, marca do segmento econômico da Cyrela, foi, no entanto, o principal motor de crescimento da empresa em termos de números de apartamentos vendidos. Ao todo, a empresa viu seus números subirem de R$ 4,91 bilhões para R$ 9,03 bilhões em 2023. Em segundo lugar, a MRV estima recorde de vendas em 2023, totalizando R$ 8,5 bilhões, com um aumento de 45% em relação a 2022.
A Cury Construtora assegurou o terceiro lugar, encerrando 2023 com um valor de mercado de R$ 5,22 bilhões, impulsionada por lançamentos de apartamentos. Na sequência, a EZTec, que estima um volume geral de vendas de R$ 1,3 bilhão em 2023, com foco no segmento de alto padrão. Além de atuar no mercado econômico com a marca Fit Casa, a EZTec elevou seu valor de mercado para R$ 4,08 bilhões.
A Direcional conquistou o quinto lugar, impulsionada pelas ampliações do Minha Casa, Minha Vida. Seu valor de mercado saltou de R$ 2,33 bilhões para R$ 3,87 bilhões ao longo do ano.
Fonte: Estadão
Incorporadoras que atendem baixa renda se destacaram em 2023, mas ações caíram
Até mesmo empresas em fase de recuperação, como MRV e Tenda, apresentaram dados operacionais robustos em 2023, mas a valorização das ações não refletiu este cenário, com quedas acumuladas de 25,65% e 30,6% no ano, respectivamente. A revisão das projeções de lucro gera debates sobre o tempo necessário para recuperar a lucratividade.
Analistas projetam um cenário positivo principalmente para o setor de baixa renda em 2024 e 2025, se não houver alterações nos recursos destinados ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A expectativa para a implementação da alíquota de 1% no Regime Especial de Tributação e a chegada do “FGTS futuro” contribuem para o otimismo. A Direcional, por exemplo, se destaca como uma empresa que combina bons resultados com um interessante “risco-retorno” nas ações.
Em relação às incorporadoras de médio e alto padrão, analistas questionam se continuarão apostando no MCMV, considerado oportunista por alguns. Neste sentido, a EZTec teve resultados menos satisfatórios, frustrando expectativas ao lançar apenas um empreendimento no trimestre.
A perspectiva do mercado é de retomada de lançamentos mais expressivos em médio e alto padrão, se as entregas continuarem no mesmo ritmo e qualidade.
Fonte: Valor Econômico
Preço de imóvel anunciado em SP está 2,75 por cento acima do valor real, aponta Índice EXAME-Loft
O preço do aluguel anunciado em São Paulo encerrou dezembro de 2023 2,75% acima do valor real fechado entre as partes, de acordo com a edição de janeiro do Índice Preço Real EXAME-Loft. O índice revela a discrepância entre o preço transacionado e o preço anunciado nas principais plataformas digitais em 50 bairros da capital paulista. Por outro lado, em relação ao mês anterior, houve uma redução de 0,18 ponto percentual na diferença.
Segundo o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi, a redução mensal no índice indica uma aproximação entre a expectativa dos proprietários e os valores reais. “É um movimento tímido ainda, mas não deixa de ser relevante. Se mantida essa tendência, significa que no médio prazo os negócios poderão ser fechados mais rapidamente, pois a expectativa do proprietário estará mais próxima aos valores reais”, afirma.
O bairro com a maior diferença foi a Lapa, na Zona Oeste, com indicador de 9,08%, enquanto a República, na região central, teve uma diferença negativa de 2,06%. O levantamento também destaca os preços do aluguel por metro quadrado, com a Vila Olímpia liderando, atingindo R$ 92,23, seguida por Jardim Europa e Vila Nova Conceição com valores em torno de R$ 80.
Os bairros com os menores preços por metro quadrado são Sacomã (R$ 31,49), Freguesia do Ó (R$ 33,17) e Jabaquara (R$ 34,99).
Fonte: Exame
Aluguéis no Brasil sobem 16,16 por cento em 2023, quatro vezes mais que a inflação
No último ano, os preços dos aluguéis no Brasil superaram os índices de inflação. De acordo com o índice FipeZap, em algumas cidades, como Goiânia, esse aumento atingiu 37,3%, oito vezes mais do que a variação do IPCA no mesmo período (4,62%). Quando comparado ao IGP-M, utilizado como referência para reajustes de aluguéis, a disparidade é ainda maior, já que o índice encerrou 2023 com uma queda de -3,18%.
A média dos 25 municípios monitorados pela pesquisa registrou alta de 16,16% nos aluguéis, quase quatro vezes mais que a taxa de inflação. A economista Larissa Gonçalves atribui esses aumentos ao reflexo direto do período da pandemia, quando proprietários não puderam repassar reajustes e os preços, em alguns casos, permaneceram estáveis ou até mesmo diminuíram. Goiânia, Campinas e Florianópolis apresentaram as maiores altas, enquanto Praia Grande registrou a menor variação.
São Paulo e Rio de Janeiro, as maiores cidades do país, viram aumentos de 13,27% e 19,79%, respectivamente. A valorização, especialmente de imóveis de um dormitório, e a recomposição de preços foram impulsionadas pelo retorno das atividades presenciais e, em parte, pelas taxas de juros mais elevadas em 2023, tornando a compra de imóveis residenciais menos atrativa.
Fonte: Estadão
