O que são cidades inteligentes e quais as suas características?

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Você já ouviu falar em cidades inteligentes e gostaria de saber mais sobre o assunto? Então entenda o conceito e suas características!

30 de janeiro de 2024

Autor Time Loft
Atualizado: 30 de janeiro de 2024 12 min de leitura
O que são cidades inteligentes e quais as suas características

O termo cidades inteligentes pode ser visto com mais frequência a cada dia — e não seria por menos. As recentes mudanças climáticas e sociais pelas quais a sociedade vem passando dão urgência ao uso estratégico da tecnologia em lugares públicos.

Então, em um esforço conjunto de Governos e sociedade civil, a transformação tecnológica tem sido usada em benefício das pessoas, negócios, instituições e da natureza. A ideia é a promoção da qualidade de vida e do desenvolvimento urbano de modo sustentável, aliado à inovação.

O assunto despertou o seu interesse? A seguir, você confere detalhes sobre as cidades inteligentes e o top 10 brasileiro!

O que são cidades inteligentes?  

Cidades inteligentes são centros urbanos que usam a tecnologia com a finalidade de melhorar a rotina de seus habitantes. Com isso, elas têm o objetivo de gerar eficiência na gestão dos recursos do local. 

As definições podem se alterar de acordo com as determinações governamentais ou diretrizes institucionais. No entanto, como visto, o conceito geral trata sobre a utilização de recursos tecnológicos em prol da sociedade. 

A ideia é promover o encontro de soluções que vão além do uso da inovação. Por isso, as cidades inteligentes englobam o incentivo à sustentabilidade, a melhoria dos serviços públicos e o estabelecimento de uma rede de conectividade entre pessoas, governos e organizações.

No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) promove a “Certificação de Indicadores para Cidades e Comunidades Sustentáveis”. Ela usa normas como a ABNT NBR ISO 37122 para estabelecer referências padronizadas, que possibilitam a medição do desempenho urbano nesse sentido. 

Ademais, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou o “inteli.gente”. A plataforma faz o diagnóstico do nível de maturidade em transformação digital e desenvolvimento urbano sustentável dos municípios brasileiros.

A sua finalidade é ser um fórum técnico e colaborativo para discussão de políticas públicas de cidades inteligentes no Brasil. Essa participação ativa de diversos setores colabora para a identificação das condições atuais das comunidades e o que deve ser feito para torná-las inteligentes no futuro.

Como essas cidades funcionam?

Ao entender o conceito, a compreensão sobre o funcionamento das cidades inteligentes fica mais fácil. A integração entre os recursos tecnológicos e infraestruturas tende a se iniciar pela coleta de dados em tempo real, a partir de sensores espalhados pela localidade.

Diversos aspectos podem ser monitorados por eles, como tráfego, qualidade do ar, consumo de energia e gestão de resíduos. Então os dados são processados por sistemas de análise, que identificam padrões e tendências. 

Com base nessa avaliação, as autoridades podem tomar decisões para melhorias na eficiência dos serviços públicos. As cidades inteligentes também costumam usar tecnologia a fim de aumentar a interação entre municipalidade e os cidadãos. 

Assim, plataformas digitais possibilitam que os moradores relatem problemas aos órgãos públicos, permitindo uma resposta mais ágil por parte das autoridades. Percebeu como a conectividade é fundamental nas cidades inteligentes?

Aqui, a oferta de Wi-Fi gratuito em espaços públicos é um ponto a ser considerado. Além disso, apps que oferecem informações sobre eventos, transporte e serviços locais, por exemplo, podem ser desenvolvidos e amplamente divulgados para moradores e visitantes.

Portanto, municípios que adotam a metodologia funcionam integrando a coleta e análise de dados. Eles também fazem uso eficiente da tecnologia na prestação de serviços públicos, promovendo mais interação com os cidadãos. Interessante, não é?

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Quais as características de uma cidade inteligente?   

Você viu que as definições sobre cidades inteligentes podem variar, certo? O mesmo acontece com as suas características, que se alteram em razão de determinações governamentais, certificações e outras regras específicas. 

No entanto, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), do Distrito Federal, determinou elementos que podem ser interessantes para a compreensão geral sobre o assunto. 

Confira as principais características das cidades inteligentes:

  • diversas e justas: resolvem conflitos e reduzem desigualdades sociais;
  • vivas e para as pessoas: priorizam qualidade de vida e a convivência harmônica entre todos;
  • equilibradas entre natureza, ambiente construído e ambiente digital: associam ética tecnológica e respeito à privacidade com cuidados ambientais e urbanos;
  • conectadas e inovadoras: buscam eficiência e soluções tecnológicas;
  • inclusivas e acolhedoras: governança transparente, com inclusão digital;
  • seguras, resilientes e autorregenerativas: preparam-se para desafios, respondendo prontamente a eles;
  • economicamente férteis: promovem desenvolvimento sustentável e fomentam a economia local;
  • ambientalmente responsáveis: adotam práticas sustentáveis com uso eficiente de recursos;
  • articuladoras de diferentes noções de tempo: adaptam-se à transformação digital, ao mesmo tempo que preservam a cultura regional;
  • conscientes e atuam com reflexão: uso responsável de dados;
  • atentas e responsáveis com os seus princípios: gestão comprometida e incentivo a mudanças.

Quais os benefícios desse modelo de cidade? 

Agora, você já tem em mente aspectos centrais que descrevem as cidades inteligentes. O conceito é bastante moderno e tem levado a reflexões sobre novas formas de viver, concorda?

Então confira, a seguir, as vantagens do formato para aqueles que vivem e para os que promovem os seus negócios nesses espaços!

Mobilidade urbana

O deslocamento eficiente é um dos principais pontos contemplados pelo conceito. Afinal, a mobilidade urbana é um aspecto que afeta diretamente a qualidade de vida dos habitantes e tem impacto sobre o meio ambiente.

Nesse sentido, as cidades inteligentes buscam soluções para o fator, favorecendo a eficiência do transporte público e a redução da emissão de poluentes. A ideia é o fomento à coletividade com sistemas de condução mais ágeis e conectados, facilitando o acesso das informações à população.

A mobilidade que usa inteligência tecnológica contribui para a redução dos congestionamentos, minimizando o tempo perdido no trânsito. Logo, a utilização de dados e ferramentas, por exemplo, possibilita um planejamento mais eficiente das rotas, podendo reduzir gargalos nas vias.

Outro ponto relevante é a acessibilidade, que garante às pessoas com mobilidade reduzida as condições adequadas para o deslocamento pelo município. Essa ação promove a inclusão dos cidadãos, tornando as cidades inteligentes mais acolhedoras para todos.

Por fim, a mobilidade urbana nas cidades inteligentes oferece benefícios individuais, como economia de tempo e dinheiro com o transporte dos habitantes. Ela também contribui para a redução das emissões de carbono e para a preservação do meio ambiente.

Comunicação avançada

Nas cidades que se adequam ao método, a comunicação vai além da conectividade de alta velocidade. Nelas, o intercâmbio de informações entre cidadãos, autoridades e sistemas deve ser real, assegurar uma interação mais dinâmica e uma gestão eficaz.

Aqui, a transparência é essencial. Cidades inteligentes podem usar plataformas com informações sobre serviços públicos, eventos e políticas, por exemplo. Assim, os cidadãos conseguem se manter bem-informados e têm meios para participação ativa em questões sociais.

A comunicação efetiva também pode ser observada na resposta a emergências e na segurança pública. Sistemas de alerta, sensores e câmeras interconectados possibilitam que as autoridades respondam mais rapidamente a situações de crise, como desastres naturais ou incidentes de segurança.

Estratégias inteligentes ainda aprimoram a eficiência dos serviços urbanos. Informações como qualidade do ar e uso de energia ajudam na otimização dos recursos e na redução de custos operacionais. 

Vale destacar que a metodologia possibilita a manutenção proativa da infraestrutura. Dessa maneira, é possível assegurar por mais tempo a funcionalidade contínua de serviços essenciais, como água, eletricidade e saneamento.

Eficiência nos serviços

Cidades inteligentes aproveitam a tecnologia para transformar a maneira como os seus serviços são oferecidos à população. A coleta e análise de dados em tempo real permite uma gestão assertiva da localidade, contribuindo para uma prestação mais eficiente.

Nesse contexto, a acessibilidade aos serviços públicos e a transparência são fundamentais. Nos municípios que adotam a estratégia, os cidadãos devem ter fácil acesso a informações sobre as disponibilidades, como transporte público, saúde e educação, via apps e plataformas digitais. 

A eficiência se estende ainda à segurança e ao bem-estar dos habitantes. Sistemas de vigilância interconectados e sensores são capazes de fazer a detecção de incidentes rapidamente. Eles também acionam as autoridades de forma imediata, colaborando para a segurança da população.

Além disso, a eficiência pode resultar em sustentabilidade. Desse modo, a otimização dos recursos e a redução do desperdício contribuem para a preservação do meio ambiente, diminuindo o impacto da ação humana no planeta.

Melhor uso dos recursos naturais

Outro dos benefícios das cidades inteligentes é a promoção do uso mais responsável dos recursos naturais. Especialmente em tempos nos quais a preocupação ambiental é cada vez mais relevante, é essencial garantir a sustentabilidade e a preservação da natureza.

Uma das práticas do modelo é a criação de estratégias de conservação dos recursos naturais, como a gestão racional da água. A implementação de sistemas de monitoramento que detectam vazamentos e desperdícios é um exemplo a ser mencionado. 

A energia também é fundamental para o funcionamento das cidades inteligentes. As localidades que buscam esse título trabalham para redução do seu consumo, e a promoção de fontes de energia limpa e renovável. 

A instalação de painéis solares, turbinas eólicas e a promoção da eficiência energética em edifícios e infraestruturas são caminhos que podem ser seguidos para o resultado. A mobilidade urbana, como visto, é mais uma questão contemplada com tecnologias que visam a redução do impacto ambiental.

O estímulo ao uso de transportes públicos, além de veículos elétricos e compartilhados, diminui a dependência de automóveis movidos a combustíveis fósseis. Por fim, a gestão de resíduos é mais um ponto no qual as cidades inteligentes se destacam. 

Elas buscam implementar sistemas de coleta seletiva e reciclagem. Dessa forma, as cidades inteligentes podem reduzir a quantidade de lixo enviado para aterros sanitários e promover a economia circular.

Estrutura atrativa para negócios

Mais uma vantagem da implementação da metodologia é a criação de uma estrutura que fomenta negócios e impulsiona o desenvolvimento econômico. Afinal, esse modelo oferece um ambiente propício para a inovação, investimentos e crescimento das empresas.

Cidades inteligentes tendem a investir em infraestrutura tecnológica de ponta, oferecendo conectividade de alta velocidade e acesso à internet em toda a região. Além de disponibilizar mais recursos para a rotina dos moradores, a tecnologia possibilita a criação de um ambiente favorável para empresas que dependem desses recursos para as suas atividades.

Outro ponto-chave é a colaboração entre o setor público, a iniciativa privada e a academia. Dessa maneira, as cidades inteligentes podem estabelecer parcerias estratégicas para a promoção da pesquisa, do desenvolvimento e da inovação, potencialmente atraindo investidores e empreendedores.

A eficiência dos serviços urbanos também é importante na atração de negócios. Transporte público que funciona, gestão de resíduos e segurança pública adequada, entre outras questões, são fatores que tornam a região mais atraente para as empresas.

Ainda, as cidades inteligentes costumam adotar políticas de incentivo fiscal e regulamentações favoráveis para os empreendimentos. Isso cria um ambiente empreendedor amigável, reduzindo a burocracia e encorajando a criação e expansão de empresas.

Quais são as cidades inteligentes no Brasil?

Depois de conferir as informações até aqui, você está pronto para descobrir quais são os municípios brasileiros que estão no topo da estratégia. Para defini-los, foi usado como base o Ranking Connected Smart Cities — um estudo que acontece desde 2015. 

A sua elaboração envolveu a análise de publicações nacionais e internacionais sobre cidades inteligentes, conectadas, sustentáveis e humanas. Para adaptar os indicadores à realidade brasileira, houve a necessidade de considerar o estágio de desenvolvimento econômico e urbano do país. 

Assim, o Ranking Connected Smart Cities é composto por 11 eixos temáticos e 74 indicadores. A classificação pode variar de acordo com o desempenho dos municípios nos indicadores e em relação a localidades próximas. 

Confira, a seguir, as 10 cidades mais inteligentes no Brasil, em 2023:

  1. Florianópolis, SC;
  2. Curitiba, PR;
  3. São Paulo, SP;
  4. Belo Horizonte, MG;
  5. Niterói, RJ;
  6. Barueri, SP;
  7. Vitória, ES;
  8. Santos, SP;
  9. Salvador, BA;
  10. Rio de Janeiro, RJ.

Balneário Camboriú (SC), Jaguariúna (SP), Campinas (SP), Brasília (DF) e São Caetano do Sul (SP) seguem o ranking, que é composto por 100 municípios do país.

Como você conferiu, cidades inteligentes são aquelas que usam a tecnologia a favor da qualidade de vida dos seus cidadãos. Aspectos como mobilidade urbana, comunicação e meio ambiente são contemplados pelo modelo, que integra recursos tecnológicos às necessidades locais.

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