O que é carta de crédito e como funciona?

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Você sabe o que é carta de crédito? Entenda para que serve esse documento, como ele funciona e quais as regras para a sua utilização!

10 de dezembro de 2023

Autor Time Loft
Atualizado: 08 de dezembro de 2023 12 min de leitura
O que é carta de crédito e como funciona

Os consórcios são alternativas buscadas por algumas pessoas para realizar objetivos, como comprar um carro ou imóvel e fazer viagens. Nesse contexto, a carta de crédito é um documento que tende a gerar expectativas em quem adere a essa modalidade.

Para utilizar o item com segurança e sem desequilibrar o seu orçamento, é fundamental entender o que ele representa e como funciona. Assim, você pode optar por essa forma de crédito como instrumento para alcançar grandes objetivos.

Neste artigo, você saberá mais sobre a carta de crédito e as suas características. Acompanhe!

Como funciona um consórcio?

Antes de entender o que é a carta de crédito, é necessário conhecer o consórcio. Essa é uma modalidade financeira em que um grupo de pessoas se une para arrecadar o montante necessário para determinado objetivo. Pode ser a compra de um veículo, imóvel, serviços ou qualquer outro propósito.

O processo é gerenciado por uma administradora profissional e os participantes ingressam a partir da compra de cotas. Eles devem pagar mensalidades que viabilizam a operação. Nas parcelas estão incluídos os impostos e as taxas que remuneram a empresa responsável pelo consórcio.

A gestora realiza sorteios periódicos entre os consorciados, concedendo a carta de crédito, que permite a compra do bem ou serviço. O participante também pode oferecer um lance, que consiste em uma quantia maior do que a mensalidade, para antecipar a sua contemplação.

Os consorciados devem pagar as parcelas até o final do período do contrato, independentemente de quando a carta de crédito será recebida. O grupo se encerra apenas quando todos os membros forem contemplados.

O que é carta de crédito?  

Como você viu, a carta de crédito é um documento que faz parte do consórcio. Ela é recebida quando o participante é contemplado, ou seja, no momento em que ele adquire os recursos financeiros para realizar a compra definida em contrato.

Dessa forma, a carta de crédito é emitida pela administradora e corresponde à quantia que o participante poderá utilizar. Ela viabiliza a aquisição do item, de forma semelhante a um vale-compra, sabe?

Um ponto importante é que o consorciado não recebe dinheiro quando é contemplado no consórcio, mas uma garantia de pagamento por meio desse documento. Ele será oferecido na compra. Então o comprador pode utilizar a carta de crédito em qualquer transação que aceite essa forma de pagamento.

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Como funciona esse instrumento financeiro? 

Agora que você já sabe o que é a carta de crédito, é preciso entender algumas particularidades do seu funcionamento. 

Acompanhe!

Compra do bem ou serviço

A compra acontece como qualquer outra, com a possibilidade de negociação e busca de boas condições para ambos. Nessa operação, o vendedor recebe o valor à vista, o que pode favorecer acordos benéficos também para o comprador.

A carta de crédito é válida para o pagamento integral do bem ou serviço previsto no consórcio. Além disso, é possível utilizá-la como entrada, quando o item apresentar um preço superior ao coberto pela modalidade, fazendo a complementação conforme condições acordadas com o vendedor. 

Esse recurso pode ser utilizado exclusivamente para o item estipulado no contrato, não sendo autorizado o oferecimento para outra operação. Se, por exemplo, você realizou um consórcio para adquirir um veículo, não poderá utilizar a carta de crédito para dar entrada em um imóvel.

Desse modo, se o titular deseja direcionar a quantia a que tem direito a outra compra, ele deverá realizar a solicitação e aguardar 180 dias após a contemplação ou 60 dias após o encerramento do grupo. Porém, também é preciso ter quitado todas as parcelas.

Transferência de titularidade

A pessoa que foi contemplada pode negociar esse documento com terceiros, caso não deseje utilizá-la. O benefício pode ser compartilhado, inclusive, com interessados que não façam parte do consórcio. 

A legislação brasileira autoriza a transferência da titularidade da carta de crédito. Logo, outra pessoa pode utilizar o direito definido no documento, respeitando as regras determinadas no contrato. Interessante, não é mesmo?

Mas para que esse procedimento possa ser realizado, o contrato deve incluir a possibilidade em suas diretrizes. A administradora ainda precisa autorizar a venda para que tudo aconteça de maneira legal, sem riscos para as partes. 

Validade

A carta de crédito tem um prazo de validade, que fica determinado no contrato do consórcio. Se o titular não usufruir do seu direito dentro desse período, ele deverá passar novamente pelo processo de liberação — que inclui avaliações de crédito e outros procedimentos.

Valor

O valor da carta de crédito é definido no momento em que o contrato do consórcio é elaborado. A quantia a ser recebida é proporcional ao bem ou serviço ao qual a modalidade se destina.

Dessa forma, se o foco for adquirir um imóvel, ele tentará se aproximar do montante necessário para esse tipo de bem — podendo abranger diferentes faixas de preço. Então, no momento da escolha, o consorciado deverá optar pelo item que se enquadre, podendo complementar o valor caso a carta de crédito seja insuficiente.

Um aspecto importante a respeito desse dinheiro é que ele costuma ser corrigido para manter o poder de compra do cotista. Isso porque a moeda tende a perder o seu valor ao longo do tempo, por conta dos efeitos da inflação. Assim, as atualizações corrigem essa diferença.

O critério para essa medida pode ser algum indicador econômico. Muitas vezes, é utilizado o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o instrumento oficial para medir a inflação no Brasil.

Quais as vantagens e desvantagens da carta de crédito? 

Realizar um consórcio é uma forma de obter crédito, como visto, mas há vantagens e desvantagens que devem ser observadas. Veja os prós e contras das operações feitas com a carta de crédito e avalie se vale a pena!

Vantagens

Uma vantagem da carta de crédito é a realização de uma compra planejada. Você pode escolher o valor com antecedência e se programar para adquirir um bem ou serviço desejado.

A modalidade não costuma ter juros e conta com taxas menores em comparação a outras formas de crédito. Ela também não gera custos extras, como aqueles cobrados pela transferência. Portanto, ela pode ser uma alternativa para conquistar um objetivo com ônus reduzidos.

Como o documento representa um pagamento à vista ao vendedor, ele ainda tem o potencial de ajudar a encontrar boas condições de compra. Portanto, pode haver vantagens na hora da negociação. 

Cabe, por fim, mencionar que os consórcios são veículos seguros para alocar o dinheiro, pois a administradora deve ser autorizada pelo Banco Central do Brasil (Bacen) para operar. Contudo, verifique sempre a idoneidade do programa para evitar cair em golpes.

Desvantagens

Apesar das vantagens que esse contrato proporciona, é necessário ter atenção para os aspectos negativos das operações. Como você viu, uma delas é o risco de golpes.

Mesmo que exista o controle por órgãos regulatórios, é necessário ter atenção para fraudes virtuais que oferecem a entrada em um consócio. Para manter a segurança, é fundamental realizar uma pesquisa sobre a administradora e se certificar de estar em contato com funcionários reais da empresa.

Também é pertinente observar como ponto negativo a possibilidade de demorar a ser contemplado no consórcio para receber a carta de crédito. Desse modo, você permanecerá pagando as mensalidades sem saber quando conseguirá fazer a compra.

Nessa situação, a quantia poderia estar sendo investida em alternativas de longo prazo. Dessa maneira, ela geraria uma rentabilidade que tende a proporcionar um montante maior ao final do período do consórcio.

Similarmente, é fundamental observar que a espera pela carta pode prejudicar o seu processo de busca pelo bem ou serviço. No setor imobiliário, por exemplo, a procura pelo imóvel ideal costuma levar tempo e, com a carta de crédito, o período para encontrá-lo é reduzido. 

Da mesma forma, existe o risco de você encontrar um imóvel adequado às suas necessidades e expectativas, mas não ter a possibilidade de adquiri-lo porque ainda não foi contemplado. Essa é uma situação que pode levar a frustrações, não é mesmo?

Por fim, um aspecto que pode ser negativo na carta de crédito é a limitação da forma de uso, que deve ser exclusivamente para a finalidade do contrato. Ao longo do período, o titular pode mudar de ideia sobre a compra, precisando fazer ajustes em sua estratégia ou aguardar o período para poder receber o valor em dinheiro. 

Como conseguir esse documento?

A carta de crédito pode ser adquirida principalmente de três formas: por sorteio, oferecendo um lance ou adquirindo o documento de terceiros. O sorteio é a maneira mais tradicional de obter a carta de crédito.

A administradora faz assembleias regulares, nas quais é definido o participante que será contemplado com o documento. O mais comum é que esse processo ocorra uma vez ao mês, mas os contratos podem adotar outros intervalos.

Você também viu que a carta de crédito pode ser conquistada por um lance. Em geral, ele funciona como um leilão, de forma que a ordem de contemplação vai da maior oferta para a menor. Porém, também há casos em que ele é fixo. 

Em todos os casos, se o lance for aceito, o consorciado recebe a carta de crédito e continua pagando as parcelas restantes — descontando o valor adiantado pelo lance. Ademais, em algumas administradoras, essa operação tem um valor fixo. 

Outra possibilidade é o lance embutido, que se converte em um desconto na carta de crédito. Logo, quando ele é aceito, o consorciado terá acesso a um montante menor. 

A terceira forma de conseguir uma carta de crédito é pela aquisição de carta contemplada. Para tanto, é preciso comprar o documento de um consorciado que já tenha sido sorteado, por exemplo, assumindo o restante dos pagamentos. 

Restrições na concessão da carta de crédito

É importante saber que o direito a esse benefício é reservado a consorciados que estejam em dia com o pagamento das parcelas. Se o participante estiver com os pagamentos em atraso, ele poderá ter o seu recebimento suspenso até regularizar a sua situação. 

Portanto, se você estiver aguardando a contemplação em um consórcio, é fundamental manter a organização financeira para não ficar inadimplente com esses débitos. Dessa forma, você evita ter dificuldades para quitar as prestações e não tem problemas quando conquistar a carta de crédito.

Nesse sentido, caso um participante do veículo deixe de pagar as prestações, ele pode sofrer multas e juros. Em casos extremos, o consórcio pode excluir aquele membro, devolvendo o montante já pago — descontando os encargos previstos no contrato. 

Quanto tempo dura uma carta de crédito? 

Como foi possível aprender, a carta de crédito tem um prazo de vencimento. Ele começa a contar após ocorrer a contemplação do consorciado e a aprovação da liberação do crédito. Para ter o aval da administradora, é necessário apresentar a documentação correspondente. 

Essa empresa pode solicitar a comprovação da existência do bem ou serviço do consórcio. Frequentemente também são requisitados os comprovantes de estar em dia com as obrigações da modalidade. 

Logo, é necessário respeitar o intervalo determinado para preservar o direito de usufruir do benefício. O tempo disponível para utilizar o documento varia conforme as políticas da administradora.

Essa informação pode ser consultada no contrato do consórcio. O mais comum é que o prazo concedido fique entre 90 e 180 dias. 

Como usar a carta de crédito para adquirir um imóvel?

A carta de crédito focada em adquirir um imóvel tem algumas particularidades — afinal, trata-se de um bem de alto valor. Por esse motivo, os consórcios de imóveis geralmente têm prazos mais longos em comparação a outros tipos, como veículos.

O tempo de pagamento pode variar, sendo comum encontrar contratos na faixa de 120 meses (10 anos) a 180 meses (15 anos). Como você viu, existe a possibilidade de complementá-lo por outros meios. Um caminho, por exemplo, é conciliar o consórcio com um financiamento imobiliário.

Aqui, é necessário ter atenção para os prazos. Isso porque além do tempo até encontrar o imóvel ideal, você também deverá lidar com a burocracia da compra e providenciar a documentação correspondente. 

Então certifique-se de ter tempo suficiente para lidar com todas as etapas do processo de compra. Calcule a negociação do preço, a obtenção de financiamento, se necessário, e a análise dos documentos.

Agora que você já sabe o que é a carta de crédito e como ela funciona, pode decidir se vale a pena realizar um consórcio para realizar os seus objetivos. Essa é uma alternativa com vantagens e desvantagens que devem ser analisadas na hora da escolha.

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