O que é hipster? Conheça o estilo de decoração que une personalidade e atitude

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Na arquitetura de interiores, um projeto hipster pode significar resgate de peças antigas, mistura de elementos e ousadia que transformam o design em algo único, feito sob medida. Entenda o conceito e veja modelos que podem te inspirar

29 de julho de 2022

Atualizado: 29 de julho de 2022 4 min de leitura
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Mais do que uma tendência ou conceito, o hipster tem a ver com atitude. O termo deriva de “hip”, um adjetivo em inglês que surgiu na década de 1940 associado ao movimento de jovens brancos e ricos que se inspiravam no jazz negro, e virou quase uma tradução para descolado ou inovador. Ele aparece de tempos em tempos, na moda, na música e está presente também no design de interiores. 

“O hipster não se prende a padrões. Não segue um estilo específico e nem algo muito definido. Tem a ver com o gosto pessoal. Ele busca liberdade para usar objetos e móveis antigos, misturados a peças novas e ousadas”, explica a arquiteta Renata Hoffmann, da Tetriz Arquitetura

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O hipster mistura peças modernas com objetos antigos e com história. As samambaias trazem um ar de “casa de avó”. Foto: Shutterstock

Apartamentos ou casarões antigos, com janelões de ferro, têm sido uma referência para quem busca uma postura mais hipster, já que o estilo está associado também  ao resgate do que foi abandonado. Samambaias penduradas no teto ou colocadas no chão, mistura de elementos, texturas e padrões aparecem nas buscas da internet, associando a atitude ao design de interiores. “A samambaia lembra uma decoração mais vintage, mais casa da avó”, brinca Renata. 

“Na decoração hipster não há receio de expor um objeto de família, mesmo em meio a uma decoração mais atual. Uma peça que você ama do seu passado pode integrar perfeitamente a decoração, como uma vitrola”, enfatiza a arquiteta. “Uma cadeira Luiz XVII pode ser colocada ao lado de uma luminária de neon, em pleno contraste de tempo, e tudo bem. Essa é a ideia”.

Mas o hipster não se prende ao passado, ao contrário, ele o resgata e dá nova roupagem, inserindo-o no que há de mais moderno e útil. “Não significa que o hipster não goste de tecnologia. Só não se prende a ideia de que o novo e tecnológico é melhor”, explica a arquiteta.

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A laje nervurada exposta no teto com os canos de cobre aparentes traz personalidade ao ambiente, contrastando com as cadeiras clássicas de madeira e tecido. Projeto: Tetriz Arquitetura. Foto: Sidney Doll

O dormitório pode ser um ótimo espaço para se ousar, já que é o cômodo mais íntimo e que mais se identifica com o morador. Sabe aquela camisa que você tanto ama e não veste mais? Ela pode virar um quadro na parede. 

As lâmpadas de neon - que remetem à décadas passadas, usadas em bares e letreiros publicitários - dão um colorido especial às paredes do quarto de um adolescente, também em projeto desenvolvido pelas arquitetas Renata e Danielly. As bolas que são usadas para prática esportiva foram parar em hastes fixadas à parede, imprimindo personalidade.

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A iluminação neon, arandelas para área externa em cima da cama e o quadro com uma camisa tornam o espaço mais original e personalizado. Projeto: Tetriz Arquitetura. Foto: Sidney Doll

Estilo hipster: tendência no mundo globalizado

A tecnologia da informação e a conexão que ela oferece, trazendo culturas diferentes e de lugares extremos do globo terrestre, permitem que hoje tudo se misture, e isso também influencia o design de interiores, avalia Renata  Hoffmann. 

“Temos muita troca de informação hoje, com aplicativos como WhatsApp, Pinterest, Instagram. Podemos acessar imagens de design do mundo todo. A gente vê como é um ambiente na Rússia, no Japão, quase ao vivo, rápido e online. Então, definir um único estilo é mais difícil”, argumenta a arquiteta.

Para Renata, o hipster é uma atitude que deve seguir influenciando a decoração. “É uma tendência forte daqui pra frente. Não dá pra se prender ao totalmente industrial, ou ao muito clássico. Posso compor o ambiente com ideias variadas que dizem muito sobre quem eu sou”, avalia. 

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As bolas penduradas na parede viram arte, compondo o ambiente com autenticidade. Projeto: Tetriz Arquitetura. Foto: Sidney Doll

Colaboração de Marcela Guimarães

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