IGPM x IPCA: entenda a diferença e como isso impacta no seu aluguel

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11 de junho de 2021

Autor Time Loft
Atualizado: 24 de junho de 2022 7 min de leitura
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O aumento do aluguel durante a pandemia levou muita gente a tentar entender a diferença entre IGPM x IPCA; veja o que significa cada uma das siglas

Grande parte dos contratos de aluguel no país é reajustado com base no IGPM, um índice de preços consolidado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Apesar de ser algo comum na locação, não é obrigatório adotar o IGPM como índice do reajuste do aluguel. Ao negociar o contrato é possível usar outros índices como base, inclusive o IPCA.

Vamos ver, neste artigo, o que significa cada um desses índices, a diferença entre IGPM e IPCA e o que levou a um aumento tão grande do Índice Geral de Preços durante a pandemia do novo coronavírus.

O que é IPCA, INPC e IGPM

Não se confunda com essa sopa de letrinhas. Cada um dos índices tem sua finalidade e explicaremos o que é IPCA, INPC e IGPM neste tópico. Vamos começar pelo IPCA e pelo INPC, dois dos mais importantes índices de preços, produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O propósito de ambos é o mesmo: medir a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumida pela população. O resultado mostra se os preços aumentaram ou diminuíram de um mês para o outro”, explica o IBGE em seu site.

De acordo com o IBGE, a diferença entre os índices está em um detalhe importante: a palavra “amplo”. 

IPCA

- A sigla IPCA significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo;
- Abrange uma parcela maior da população brasileira do que o INPC;
- Registra “a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos”;
- Composição IPCA: o índice é formado por diversos índices, cada um com um peso (alimentação e bebidas, habitação, artigos de residência, vestuário, transportes, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação e comunicação);
- É usado como a inflação oficial do país e também como referência para metas de inflação e para mudanças na taxa de juros;
- Produzido e divulgado desde 1980.

INPC

- A sigla INPC significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor;
- Analisa “a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos”.

O IBGE explica que essas famílias verificadas pelo INPC são “mais sensíveis às variações de preços”. Isso porque elas têm como tendência gastar toda a sua renda em itens básicos, como alimentação, medicamentos, transporte.

O IGPM, por sua vez, é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Vamos ver o que ele significa e para o que é usado:

IGPM

- IGPM significa Índice Geral de Preços do Mercado;
- Composição do IGPM: este índice é formado pela média aritmética ponderada de três outros. São eles: o IPA (Índice de Preços do Atacado), IPC (Índice de Preços do Consumidor), e o INCC (Índice Nacional de Custa da Construção);
- Os dados são coletados entre o dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência.
- Usado, geralmente, “para contratos de aluguel, seguros de saúde e reajustes de tarifas públicas”.

Diferença entre IGPM e IPCA

Em 2020, o IGPM registrou a maior variação desde 2002 e ficou acima de 23%. Entre janeiro e novembro do ano passado, o IPCA alcançou 3%. O aumento do IGPM levou muitas pessoas que alugam imóveis a se perguntarem: “qual a diferença entre IGPM e IPCA?”.

Em reportagem, o Jornal Nacional explicou que o IGPM e o IPCA retratam ângulos diferentes da economia. Enquanto o IGPM pega um lado mais fechado da economia (as etapas da produção em sua totalidade), o IPCA trata de algo maior (os preços de comércio e serviço).

Por que IGPM está alto? O Jornal Nacional ouviu o economista André Braz sobre o aumento do IGPM. Segundo ele, o crescimento foi puxado pelo dólar alto e pelo aumento nos preços das commodities (soja, milho e trigo, por exemplo).

IPCA: aluguel na pandemia

A subida do IGPM fez com que muitos inquilinos com contratos reajustados por esse índice procurassem locatários para negociar um valor menor de reajuste. Especialistas recomendam que a primeira opção de quem aluga imóveis seja conversar com o proprietário.

O inquilino pode pedir: 
- para o locatário não reajustar o aluguel e manter o mesmo valor; 
- para aumentar um percentual menor do IGPM;
- para reajustar com base no IPCA.

Essa última opção ficou conhecida como “IPCA e aluguel na pandemia”. Outra saída para inquilinos que alugaram imóveis durante a pandemia foi fechar um novo contrato com reajuste baseado no IPCA e não no IGPM.

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Qual o melhor índice para correção de contratos?

Usar o IGPM como base de reajuste do aluguel é o que há de mais comum no mercado imobiliário, atualmente, mas isso não é obrigatório. Outros índices podem ser usados.

Como falamos anteriormente, muitos contratos de aluguel foram fechados com reajuste baseado no IPCA após a alta do IGPM. O risco deste tipo de escolha é que hoje o IGPM está mais alto, mas pode ser que não esteja dentro de 1 ano, quando o seu reajuste for cobrado.

Não existe, portanto, uma resposta correta para a pergunta “qual o melhor índice para correção de contratos”. Tudo vai depender do momento e da projeção da economia para o futuro.

As oscilações da economia podem levar até a um IGPM negativo. O que significa isso? O aluguel será reajustado para baixo.

Qual índice usado para reajuste de aluguel?

Mas, afinal, qual índice usado para reajuste de aluguel? A Fundação Getúlio Vargas mantém o “Portal da Inflação”, que explica como é feito o reajuste de aluguel. Basta clicar aqui, depois na aba “Descomplicando” e, em seguida, escolher a opção “Aluguel”.

O aluguel é reajustado a cada 12 meses. Ou seja, se você assinou um contrato em junho de 2021, haverá uma mudança no valor pago em julho de 2022. O reajuste será cobrado pelo locatário a partir do 13º mês.

A FGV tem, nesta página, uma calculadora do reajuste do aluguel. Você pode selecionar “Brasil” para ver como ficaria o valor nacionalmente ou  alguma das seguintes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte. A instituição baseia o cálculo “na variação acumulada em 12 meses dos índices: IGP-M, INCC-M, IPC-M e IPC-M (Subitem Aluguel Residencial)”.

Vamos ver um exemplo de como funciona o cálculo. Você vai multiplicar o aluguel que você paga até os 12 meses pela “variação acumulada em 12 meses do índice”. O total será o novo valor do aluguel que você terá de pagar.

Valor do aluguel antes dos 12 meses: R$ 3 mil

Cálculo da variação do IGPM (acumulada em 12 meses): 1,0397 (por exemplo)

Novo valor do aluguel: R$ 3.119,10

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